sexta-feira, agosto 08, 2008

Dono da boate Bahamas é preso em flat em São Paulo

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com Agência Folha da Folha Online

A Polícia Civil prendeu nesta madrugada o empresário Oscar Maroni Filho, dono da boate Bahamas e do Oscar's Hotel, localizados na região do aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo). O empresário foi preso em um flat na mesma região.

Maroni estava foragido havia uma semana, quando a Justiça decretou sua prisão preventiva. O empresário foi denunciado pelo Ministério Público por crimes de favorecimento e exploração da prostituição, formação de quadrilha e tráfico de pessoas.
Oscar Maroni é investigado desde 2004. Ele acabou denunciado depois de declarar na TV que sua boate promove "prostituição de luxo". "Sim, é prostituição de luxo sim, não vamos ser hipócritas", afirmou ao "Jornal da Noite", da TV Bandeirantes. Maroni foi encaminhado para o 96º Distrito Policial, onde fica a 2ª Delegacia Seccional Sul da capital.
Hotel
O mais recente embate entre Maroni Filho e a Prefeitura de São Paulo começou com o acidente com o vôo 3054 da TAM, em Congonhas. O acidente levantou questionamentos sobre a legalidade do hotel de 11 andares que o empresário constrói há aproximadamente cinco anos nos arredores do aeroporto, ao lado da boate.
Segundo a prefeitura, a obra não corresponde à planta aprovada e, pior, transformou-se de prédio comercial em hotel. No último dia 26, a prefeitura lacrou o edifício. No dia seguinte, uma decisão judicial permitiu a reabertura do estabelecimento. Veja a reportagem da Isto É - Dinheiro, de 2004, (abaixo) que estampava na capa o homem do negócio da protituição bem sucedida. Entre as pérolas que saiam de sua boca, estão:
Se referindo aos seus negócios: “o maior centro de terapia empresarial da América Latina”.
“Podem me chamar de imoral, cafajeste, pornográfico. Mas eu sou um cara esperto pra caramba, não sou?”
Sobre seus empregados: “Eu dou a idéia, o dinheiro e as chicotadas. Eles executam”
Sobre o que acha sagrado: “Tem três instituições sagradas para mim: o PT, o Corinthians e a Igreja Católica. Todas precisam ser revisadas, mas continuo fiel a elas"
Conheçam o empresário DONO DO HOTEL que foi construído em São Paulo, atrapalhando o tráfego aéreo do Aeroporto de Congonhas. Quem autorizou a construção? Marta Suplicy, atual ministra do Turismo, e responsável pela autorização da Prefeitura de São Paulo, quando foi prefeita. O editfício fica localizado a 600 metros da cabeceira da pista de Congonhas. Por isso, os pilotos dos aviões têm que desviar quando estão se dirigindo para a pista de Congonhas, que acabou ficando cerca de 130 metros mais curta. O projeto do Oscar Hotel, que ocupa 10 mil metros quadrados e custou 20 milhões de reais, já havia sido vetado pela Aeronáutica, mas misteriosamente acabou conseguindo autorização, inclusive também da Prefeitura de São Paulo, na administração Marta Suplicy. Oscar Moroni Filho é dono do principal cabaré de São Paulo, o “clube prive” Bahamas, que rende mais de 30 milhões de reais por ano.
Leiam, a seguir a reportagem sobre o empresário - veiculada em setembro de 2004, pela revista Isto É Dinheiro: POR CHRISTIAN CARVALHO CRUZ Fotos: Frederic Jean Revista IstoÉ Dinheiro - 29/setembro/2004 Colaborou Maurício Capela
O IMPERADOR DO SEXO
Complexo de R$ 50 milhões terá casa noturna, hotel, restaurantes e arena de shows e lutas. Jeans surrado, camiseta preta justinha, sapatos de camurça sem meia, piercing na orelha esquerda, cara de mau. O empresário Oscar Maroni Filho caminha rápido pelo meio-fio e vai apontando, sem pudor: “Este Jaguar é meu, esta Mercedes é minha, aquela Harley Davidson também, os dois apartamentos do último andar daquele prédio são meus, este terreno é meu, esta casa também, aquela outra, mais aquela...”.
Maroni já tem 70% de um quarteirão inteiro no bairro de Moema, perto do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Quando conseguir os 30% restantes, mandará sozinho em uma área de 10.000 m2 numa das regiões mais valorizadas da cidade. Ali, o imperador do prazer está erguendo sua Las Vegas particular de R$ 50 milhões, com direito a casa noturna, hotel cinco estrelas, restaurantes, arena para lutas, shows e apostas. “Não sou o único, mas sou o mais bem-sucedido empresário do erotismo no Brasil”, diz, ao parar na praça onde pretende instalar um chafariz de águas dançantes, no estilo dos cassinos americanos. “Morri de inveja do Abílio Diniz quando ele fez aquela fonte no Lago do Ibirapuera. Vou fazer uma igual aqui, mas em miniatura”, conta, indicando o espaço com árvores que ele mandou podar em forma de coração.
Os negócios de Maroni, que lhe rendem R$ 30 milhões ao ano, giram em torno do Bahamas, o clube privê mais badalado do País. Misto de boate, motel, restaurante e sauna por onde circulam garotas seminuas (em busca de trabalho, por assim dizer), a casa recebe 400 pessoas por dia. Pessoas de bolso pesado, que fique claro: executivos, políticos, artistas, empresários. Afinal, os custos operacionais da diversão são altos. Homens pagam R$ 97 para entrar. Mulheres, R$ 15. Meia cerveja custa R$ 15. Uma dose de uísque, R$ 200. E sessenta minutos do tempo das moças, que cursam faculdade de manhã e chegam em carrões importados, variam de R$ 300 a R$ 600. Algumas delas dão mais liquidez ao negócio tirando a roupa diante de computadores ligados à internet e instalados perto de um laguinho com carpas vermelhas. No segundo andar, ficam 23 suítes que só não têm espelho no colchão e no vaso sanitário. Valem R$ 69 a hora.
O que se pratica ali é sexo pago, ponto. Mas o proprietário gosta de se referir ao seu empreendimento como “o maior centro de terapia empresarial da América Latina”.
Não é para menos. O grosso da freguesia é de executivos em viagem de negócios. “Contratos são fechados aqui toda semana”, diz Maroni, num escritório decorado com carrinhos de brinquedo, bichos de pelúcia, CDs do Andrea Bocelli e o livro de Jack Welsh. Uma vez, o dono de uma grande empreiteira chegou com dois cidadãos do Oriente Médio. O grupo vinha dos EUA, depois de assistir ao vivo a uma luta de Mike Tyson. O empreiteiro, que estacionou seu jatinho em Congonhas, pleiteava a construção de uma estrada no país de seus convidados. O Bahamas ajudou nas tratativas: ele investiu US$ 6 mil e ofereceu aos futuros clientes a companhia das garotas mais caras da noite (duas para cada um). Levou o contrato. Já para políticos e figuras públicas há uma logística discreta. Eles têm entrada privativa à disposição e seguem direto a uma sala vip anexa ao escritório de Maroni, no segundo andar. De lá, escondidos atrás de um vidro espelhado, escolhem as garotas e mandam o garçom ir buscá-las. A estratégia também é usada por pilotos de Fórmula-1.
Maroni fatura R$ 1 milhão por mês com o Bahamas. E diz que vai fazer esse volume crescer em mais R$ 1 milhão quando inaugurar a segunda empresa de seu complexo do prazer – o Oscar’s Hotel. O cinco estrelas de R$ 20 milhões e diárias de US$ 350 terá 223 apartamentos, três restaurantes, academia de ginástica e um centro de leilões de bois. A idéia é inaugurá-lo em dezembro, mas as obras estão atrasadas. “Será um hotel executivo/familiar. Não tem nada a ver com o Bahamas”, frisa Maroni. A não ser por uma passagem subterrânea que liga os dois imóveis e já foi carinhosamente batizada de “Faixa de Gaza”. Atrás do Oscar’s, Maroni planeja levantar uma arena destinada a shows e lutas de vale-tudo, onde a platéia vai poder apostar nos lutadores. O business plan está pronto, falta só combinar com a Justiça. “Apostar é proibido, é contravenção penal”, diz o advogado Celso Vilardi. “A pena pode variar de três meses a um ano de prisão.” Seja como for, Maroni está empolgado. Já foi a Tóquio pesquisar projetos semelhantes e vai pedir R$ 12 milhões ao BNDES para tocar as obras.
O plano de ocupação do quarteirão com empreendimentos que se retroalimentam numa espécie de ciranda erótico-financeira se completará com uma churrascaria de carnes especiais. Sua especialidade será o pernil de “javaporco”, um animal que ele mesmo diz ter desenvolvido em sua fazenda a partir do cruzamento de javalis e porcos. Na mesma propriedade (700 hectares em Araçatuba-SP), Maroni cria 20 mil cabeças de gado e orgulha-se de produzir “60 mil bifes a cada 24 horas”.
“Podem me chamar de imoral, cafajeste, pornográfico. Mas eu sou um cara esperto pra caramba, não sou?” , pergunta. Pode ser. Mas também é um patrão difícil, exigente – embora gabe-se de já ter financiado silicone para uma funcionária e uma cirurgia para curar o estrabismo de um garçom. De seus 110 funcionários, quatro são os principais executivos, que ele chama de capitães de área. Eles cuidam de departamentos distintos: financeiro, marketing, hotel e fazenda.
Eu dou a idéia, o dinheiro e as chicotadas. Eles executam”, diz Maroni. “Negociar com ele é um jogo duríssimo. Se você relaxa, ele atropela”, conta Francisco Pellegrini, diretor da Fractal, editora com a qual Maroni está negociando uma nova revista para falar de “sexo, política e protesto”. Com o mesmo mote ele quer ter um programa de TV, que deve se chamar “Me tirem do ar”. E há ainda um projeto de franquear o Bahamas. O investimento necessário será de R$ 2 milhões, e o lucro, de R$ 300 mil, prevê. Tudo sob o guarda-chuva da holding Oscar World. Maroni tem 51 anos, é pai de quatro filhos e foi casado por 24 anos. Se assume metrossexual e afirma gastar R$ 40 mil por mês com ele mesmo. Não fuma, bebe pouco, faz musculação e à tardezinha gosta de comer um queijo quente e uma pêra. “Tem três instituições sagradas para mim: o PT, o Corinthians e a Igreja Católica. Todas precisam ser revisadas, mas continuo fiel a elas”, afirma.
Maroni começou a vida vendendo cachorro-quente num trailler à porta da Faculdade Objetivo, em São Paulo, na década de 70. Formou-se em psicologia e clinicou por seis anos. Uma dia lhe apareceu um paciente com ejaculação precoce. Doutor Maroni receitou noitadas com prostitutas e curou o rapaz. “Por interesse científico, eu conversava muito com as moças que atenderam o homem. Fui me informando e quando vi já tinha comprado a minha primeira casa de massagem. Tive dez delas, e fui desenvolvendo um grande know-how no setor. O resto é história.”
E uma boa dose de malícia...
NOTA
FONTE: VIDEVERSUS
Desfazendo a ... de Marta Suplicy...
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM-SP), afirmou nesta quarta-feira que suspeita que o prédio construído pelo empresário Oscar Maroni, dono do cabaret Boate Bahamas, nas proximidades do Aeroporto de Congonhas, tenha irregularidades. Se essas suspeitas forem confirmadas, o prefeito afirma que a administração municipal vai demolir a construção. "Existe uma suspeita, quase comprovada, de que aquele prédio está em situação irregular. Eu pedi que fosse constituída uma força-tarefa na prefeitura. Cabe à prefeitura neste momento, em sintonia com a Aeronáutica, verificar e também cabe à Aeronáutica legislar em relação à altura do edifício. Nós estamos nos preparando para demolir o prédio, caso se comprovem estas irregularidades. Não vai ser uma pessoa que vai prejudicar milhões de brasileiros. Portanto, nós vamos fazer a nossa parte. Não vou ser leviano em afirmar que isso irá acontecer, mas existe uma chance muito grande, devido às informações", disse o prefeito.
Segundo o prefeito, o prédio construído por Maroni não é o mesmo apresentado em projeto à Prefeitura e à Aeronáutica. "Este cidadão fez, na Aeronáutica, um projeto para construir um imóvel comercial. Já na prefeitura, o projeto foi residencial. Já houve uma fraude no início. Determinei que fosse cassado o alvará do edifício. Será cassado nesta semana e faremos tudo o mais rápido possível. Caso se confirmem as irregularidades, o prédio será demolido", confirmou o prefeito.

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