sexta-feira, agosto 15, 2008

TRAIÇÃO AO BRASIL

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Prof. Marcos Coimbra

Membro efetivo do Conselho Diretor do CEBRES, Professor aposentado de Economia na UERJ e Conselheiro da ESG.

Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br

Site: http://www.brasilsoberano.com.br/ (Artigo escrito em 01.07.08 para o MM).

Existem seis crises mundiais que ameaçam a sobrevivência da espécie humana no atual milênio: energia, alimentos, água doce, matérias primas de natureza mineral, bens do reino vegetal e produtos de origem animal. As nações mais desenvolvidas vão sofrer carências severas desta gama de recursos vitais e não querem diminuir seu padrão de consumo. Por estas razões não lhes interessam o crescimento de nações emergentes, como o Brasil, a China, a Índia, capazes de assumirem o "status" de nações perturbadoras da ordem internacional estabelecida pelos "donos do mundo". È oportuno lembrar que cerca de 20% das reservas de água doce no mundo pertencem ao Brasil (15% na Amazônia). E a água potável vai tornar-se cada vez mais rara, chegando a provocar guerras.

Temos então a explicação para a desesperada tentativa feita pelas nações mais ricas para impedir o progresso do Brasil, procurando quebrar a Integridade do Patrimônio Nacional. Movimentos separatistas são estimulados do exterior. Procuram quebrar nossa coesão social. Inventam políticas esdrúxulas de cotas “raciais” e de glorificação do homossexualismo. Até nossos índios estão sendo usados. ONGs estrangeiras exigem a demarcação de áreas indígenas em região de fronteira. Isto é traição à Pátria! Atingindo o Estado Nacional Soberano, enfraquecem-nos, tornando mais fácil disseminar a cizânia entre nós, para procurar evitar que nosso país alcance o patamar de potência emergente.

O Brasil nunca esteve tão ameaçado em sua história, quanto no momento presente. Os chamados "centros de irradiação de prestígio cultural" (Meios de comunicação de massa, Universidades, Escolas, Teatro, Cinema e outros) são usados pelos detentores do poder econômico, pelo sistema financeiro internacional, pela Trilateral, os quais vão utilizando o Diálogo Interamericano, o Consenso de Washington, o G-7, liderados pela potência hegemônica, para propagar e impor os seus nefastos propósitos. Através da venda da idéia de que a "globalização" é um fato inquestionável procuram destruir o Estado Nacional Soberano, extinguir, na prática, as Forças Armadas, fazer vingar a tese da Soberania Relativa, forçar a privatização selvagem, a abertura econômica irrestrita, enfim a derrocada de todas as Instituições Nacionais.

A globalização nada mais é do que um apelido moderno para o neocolonialismo. Há centenas de anos atrás, em plena vigência do colonialismo no mundo, quem iria imaginar que a Inglaterra deixaria de ser o império onde o sol nunca se escondia, algum dia? Que a China, a Índia, os EUA, o Brasil e outros países conseguiriam obter suas respectivas independências políticas e alguns até mesmo a liberdade econômica, apesar do poder militar, representado concretamente pela maior esquadra do mundo, a inglesa? Agora as relações de poder são mais sutis. Concederam a independência política, mas mantiveram os laços de dominação econômicos e tecnológicos, além de um controle total dos armamentos de destruição de massa, como os artefatos nucleares. Somente os eleitos podem possuir este tipo de armamento. Quem cair em desgraça poderá ser destruído e eles não correrão o risco de serem sequer ameaçados.

Através da pressão diplomática e da "lavagem cerebral" empreendida pela mídia mundial, foram impondo estas condições e os países periféricos, administrados pelos representantes desta oligarquia mundial, foram aderindo, inclusive, recentemente, o Brasil. Pretendem proibir até a posse de armas de fogo pelos cidadãos, bem como controlar todo o estoque mundial de armas e munições para facilitar a implantação de um "governo mundial", dotado de uma "força de paz supranacional", obviamente comandada por eles.

OS EUA representam um simples "gendarme" do sistema financeiro internacional, a ponto de ter pouco significado o resultado de suas próximas eleições presidenciais. Seja quem for o vencedor, pouco será alterado. Mas, a Amazônia, por exemplo, corre mais risco de ser desnacionalizada, a curto prazo, numa administração de Barack Obama, o qual recentemente fez pronunciamentos preocupantes. Mas nem tudo corre como eles querem. Alguns países, como Israel, China, Índia e Paquistão reagiram e conseguiram a obtenção de poder nuclear próprio.

Os efeitos da adoção da globalização no Brasil são calamitosos. Começa pela Cultura. Grande parte da população já está persuadida de que não vale mais a pena lutar contra este "fenômeno irreversível". Consideram-se colonizados de novo. Conseguiram destruir não só a vontade de lutar, bem como sentimentos nobres, legados por nossos antepassados, como amor à Pátria, coragem, persistência na luta pela conquista dos Objetivos Nacionais Permanentes, desapego a bens materiais, esperança de dias melhores não só para esta geração, mas principalmente para as gerações futuras.

Mas ainda existem milhões de brasileiros com vontade de lutar, seja qual for a arma a ser utilizada. Corações e mentes são mais importantes do que aparato bélico. O pequeno Vietnã ensinou uma dura lição à potência hegemônica do mundo. Contudo, depois do conflito bélico, perderam a guerra da auto-estima. Em paralelo, nosso setor produtivo ou é vendido para alienígenas ou fecha. O cidadão vai perdendo sua dignidade e aceitando remunerações ínfimas, sem a devida proteção trabalhista, através de mecanismos ditos modernos, como a reengenharia e a terceirização. A “bolsa esmola” torna-se vital para milhões de cidadãos. E o pior, a esperança desaparece. O povo começa a ficar sem perspectivas.

O traidor não precisa de motivo para trair. De início, há uma causa. Dinheiro, chantagem, razões ideológicas, culturais, étnicas, religiosas. Depois que começa a trair, entretanto, vicia-se e trai por hábito. Hoje em dia, infelizmente, temos muitos destes disponíveis por aí, traindo a pátria, sem motivação aparente. São muitos e surgem de onde menos se espera.

Vamos continuar a luta para que o Brasil ocupe o lugar que merece no contexto mundial e seus habitantes possuam uma vida mais digna, cumprindo seus deveres para com os seus descendentes. Resistir é preciso!

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